POR QUE NÃO TE CALAS, CENSURA?
Aquieta-te, Censura!
Por que não te calas, Censura?
Escolheste o Dia Nacional da Poesia para dar tuas caras de novo?
Como se fosse novo?
Ledo engano!
Saibas que a intolerância, a covardia e a inveja – inimigos contumazes do amor e da arte –
Fazem parte do universo do poeta.
O amor e o ódio caminham juntos – já foi dito.
O amor encanta, embala o canto.
Porquanto, o ódio inveja em pranto
O amor que não lhe pertence, Censura;
O amor que se afasta de ti, Censura.
A tudo isso, o poeta sorri
Sabe que o Praça na praça
Cumpre ordens em nome de outra raça
Que sente saudades da censura
Dos áureos tempos da ditadura.
Que vida dura!
Daqueles que nunca se esquecem dos anos de chumbo;
Das mordaças, das amarras e dos grilhões nos porões passados
Tentam - em vão – calar o poeta
Na praça...pelo Praça
Sem a graça da massa
Atenta ao que se passa.
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